Como são formadas as pérolas?


Quando um grão de areia ou um parasita qualquer penetra entre a concha e o manto (parte mole) de certas ostras, elas envolvem o corpo estranho que a está incomodando com camadas de nácar, substância rica em calcário, que reveste a parte interna da concha. Desse modo, o molusco se defende e, ao mesmo tempo, fabrica a pérola. Essa ação pode levar de 3 a 7 anos, dependendo do tamanho desejado da pérola. O lustro, ou seja, o brilho, depende principalmente da idade da concha, quanto mais velha, mais brilhante e grande a pérola fica.


As pérolas naturais são muito valorizadas, mas também podem ser produzidas, não deixando de serem preciosas e naturais, porém, com valor menor. Ao introduzir em ostras produtoras de pérolas uma bolinha de nácar com um pedaço de manto de uma ostra jovem, a ostra faz o mesmo processo de defesa e a pérola se forma.


Diferença entre pérola de água doce e salgada:

O processo de produção de pérolas em água salgada é mais trabalhoso e demorado. Isso porque as ostras são cultivadas em uma profundidade que exige mergulhadores para a retirada dos moluscos. No cultivo de água doce, elas são facilmente recolhidas, já que são colocadas mais próximas à superfície.

O molusco de água doce produz pérolas brancas, rosadas e em tons de lilás, os que vivem no ambiente marinho podem desenvolver também pérolas negras e douradas.

As pérolas podem apresentar diversos formatos, que é definido a partir do local em que o grão de areia se instala dentro da ostra. Ou seja, quanto mais longe da borda da ostra esse grão de areia se instalar, mais regular será a pérola e quanto mais perto da borda, mais irregular.

As pérolas cultivadas em água salgada vão de 2 mm até 10 mm e geralmente elas têm uma cor branca ou creme e o formato redondo. As pérolas desenvolvidas em águas doces de rios, lagos e lagoas podem ser produzidas em diversos formatos e em cores pastéis.


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