QUANDO PENSAMOS EM LUXO...

Atualizado: 7 de dez. de 2021

“Passei o dia lendo no sol!”

“Nossa que LUXO!”

Pois é... Tempo é um ativo bem luxuoso hoje em dia, e acho que todos concordamos com isso. Na verdade, ele não existe, mas não vamos nos estender na física por hora.

Começamos então com uma frase da impecável Coco Chanel; “O contrário do luxo não é a pobreza, mas a banalidade”.

No que pensamos quando pensamos LUXO? Joias, relógios, carros, viagens? Água potável, educação, tempo livre? Em cada período histórico, fases de vida, percepções individuais, necessidade, o luxo possui um significado e símbolo diferente.

Antes de ser uma marca da civilização material, o luxo foi um fenômeno de CULTURA, uma ATITUDE MENTAL do humano social, no período paleolítico, afirmando sua relação de aliança e reciprocidade com o sobrenatural e com os espíritos que consideravam estar presentes em todas as coisas.

Essa reciprocidade não era apenas entre humano-espíritos ou entidades não visíveis, mas também entre chefe e povo. Em algumas tribos indígenas antigas havia um festejo religioso de homenagem a alguém, seguido por uma renúncia a todos os bens materiais acumulados por esse homenageado, bens que deviam ser entregues a parentes e amigos. Parece o oposto de uma das definições de luxo, né?

Mesmo em épocas e culturas em que o luxo é totalmente objetificado, ainda existe um costume ritualístico em algumas ocasiões que despertam novamente a aura do sagrado, do charme, da presença, do encanto, como por exemplo degustar uma taça de vinho.

Imagine duas situações; segurar um copo de plástico e tomar um bom gole de vinho tinto de uma vez, e segurar uma taça de cristal, observar a cor e textura do vinho, sentir o cheiro, e então dar um gole suave. O que te passa mais a impressão de luxuoso? É...

Esse ritual não é restrito a uma classe social, está mais ligado à uma postura, um ato de sensualizar a relação com as coisas, então aqui se perde um pouco a objetificação, e valorizamos a interação e percepção, a presença calma no momento vivido.

Jóias? Luxo para alguns. Você se sentir maravilhosa, forte, poderosa, pronta para o mundo? LUXO que ninguém deve tirar de você! Por Gabriela Pitliuk Criadora e designer da Aya Joias, apaixonada por pessoas, por arte e pela história delas.

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